Sheila Tomás e a Simplicitude: Chocolate, Mindful Eating e a Bioeconomia da Cabruca

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O mercado de chocolates bean-to-bar ganha uma nova dimensão atualmente. Isso acontece quando o propósito se une à ciência e à preservação ambiental. Nesse sentido, o novo episódio do Cabruca Podcast recebe Sheila Tomás. Ela atua como designer, publicitária e fundadora da marca Simplicitude. Além disso, a empresária descende de quatro gerações de cacauicultores do sul da Bahia. Com esse histórico, ela transformou a matéria-prima de sua família em uma experiência sensorial profunda. Desse modo, o produto final une perfeitamente sustentabilidade, aromaterapia e inclusão comunitária.

De Designer a Chocolate Maker: A Redescoberta da Floresta

Sheila construiu sua carreira inicialmente longe da agricultura. Anteriormente, ela atuava com comunicação, marketing e inovação em grandes empresas. Contudo, o retorno às origens ocorreu após um grande desafio familiar. O seu tio queria provar o valor do cacau da fazenda de seu pai. Assim, ele pediu para Sheila criar um chocolate fino de altíssima qualidade.

Durante suas pesquisas, a designer compreendeu o verdadeiro valor ambiental da sua região:

  • Primeiramente, a expansão agrícola convencional causa grande parte das emissões de carbono globais. Em contrapartida, o sistema Cabruca cultiva alimentos em harmonia com a Mata Atlântica.

  • Além disso, a floresta de cacau captura carbono no solo e preserva a biodiversidade. Portanto, o sistema presta um serviço ambiental inestimável.

  • Por isso, a Simplicitude nasceu com uma missão clara. A marca paga um valor prêmio pelas amêndoas locais. Consequentemente, a iniciativa garante a floresta em pé e a dignidade do produtor.

Mindful Eating: A Ciência de Degustar com Presença

A “Coleção Inspirar” representa a inovação mais marcante da marca. Sheila desenvolveu essa linha para combater o estresse e promover o mindful eating. Ou seja, a coleção propõe uma alimentação com atenção plena. Em vez de consumir o doce por compulsão, o cliente pausa, respira e vivencia o momento.

  • Aromaterapia aplicada: A equipe adiciona óleos essenciais de grau alimentício aos chocolates. Logo, essas substâncias volatilizam na boca e acessam o sistema olfativo. Como resultado, elas estimulam respostas emocionais positivas no cérebro.

  • Sabores e emoções: A barra “Alegria” combina o alto teor de cacau com laranja e cardamomo. Por sua vez, a opção “Serenidade” utiliza coco e lavanda para acalmar o consumidor.

  • Meditação guiada: Cada embalagem possui um QR Code interativo. Através dele, o consumidor acessa um áudio de meditação de cinco minutos. Dessa forma, o material guia a degustação e conta a história do cacau.

Bioeconomia e o Fortalecimento da Comunidade

A Simplicitude não se limita à amêndoa do cacau. Na verdade, a marca atua diretamente na bioeconomia regional. A empresa aproveita frutos nativos da Mata Atlântica. Geralmente, esses alimentos apodreciam nas roças por falta de mercado.

  • Inicialmente, a empresa compra jenipapo, cupuaçu, banana e especiarias de pequenos produtores locais. Assim, a marca gera uma fonte de renda extra fundamental.

  • Além disso, a empresa firmou parcerias femininas de destaque com agricultoras parceiras. Essas mulheres aprimoraram a própria fermentação para fornecer cacau fino. Atualmente, elas também testam a padronização do vinagre de mel de cacau.

  • Em paralelo, a marca formou uma aliança com pesquisadoras da startup VaniLab. Elas introduziram o cultivo de espécies nativas de baunilha brasileira nas fazendas. Dessa forma, os produtores consorciam essa planta ao cacau em Coaraci. Por consequência, a produção natural substitui rapidamente os aromatizantes sintéticos derivados de petróleo.

Os Desafios da Produção Plant-Based no Brasil

Produzir um chocolate 100% plant-based exige extrema precisão técnica. Principalmente, o desenvolvimento do chocolate branco vegano gera grandes desafios de engenharia de alimentos.

  • Para começar, a equipe substituiu o leite de vaca por leites vegetais de coco e castanhas.

  • Entretanto, o “efeito eutético” foi o maior obstáculo químico. Isso ocorre quando as gorduras do coco e do cacau não estabilizam perfeitamente. Como consequência, a barra perde a capacidade de temperagem e solidificação.

  • Para o futuro, Sheila busca investimentos em tecnologias avançadas de secagem. O objetivo é transformar frutas e leites vegetais baianos em pó. Finalmente, isso criará uma cadeia de suprimentos 100% regionalizada.

“Cada produto nosso traz um impacto positivo. Seja ajudando uma família agricultora a manter a floresta em pé, seja trazendo um sorriso e um momento de autocuidado para quem consome.” — Sheila Tomás, no Cabruca Podcast.

Assista ao Episódio Completo

Você quer entender mais sobre o mindful eating e o uso de óleos essenciais na gastronomia? Então, assista ao episódio completo do Cabruca Podcast agora mesmo:

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