O chocolate da grande indústria utiliza gordura hidrogenada e óleo de palma. Por outro lado, o chocolate real oferece benefícios comprovados à saúde. Sendo assim, Thiago Fernandes, diretor do Consórcio Cabruca, defende o valor do produto autêntico. Além disso, ele detalha como o território baiano pode conquistar o mundo. Nesse sentido, preparamos uma análise sobre essa visão estratégica que une tradição e mercado de luxo.
O Aprendizado nas Raízes do Desenvolvimento Territorial
Thiago possui uma bagagem singular vinda dos movimentos sociais e da militância estudantil. Contudo, essa base moldou sua forma de atuar com produtores rurais. O contato com associações e cooperativas durante 15 anos foi transformador. Nesse sentido, ele compreendeu que a autogestão é um pilar da economia solidária. Além disso, a vivência com empreendimentos familiares ensinou a importância do cuidado com o produto. Portanto, a excelência nasce da dedicação coletiva e do respeito à terra.
A trajetória de Thiago passa por diversas áreas, desde a educação física até a sociologia. Sendo assim, sua visão tornou-se eclética e abrangente. O trabalho em centros de economia solidária permitiu acompanhar o nascimento de cooperativas. Ademais, ele presenciou a transição de catadores para o trabalho organizado em associações. Consequentemente, essa experiência prática garante uma base sólida para gerir grandes estratégias atuais. O aprendizado, portanto, sempre foi sobre coletividade.
A Estratégia de Internacionalização do Cacau
O modelo de consórcio é a peça-chave para o sucesso exportador. Sendo assim, a inspiração veio diretamente dos consórcios italianos. Esses grupos conseguiram projetar a gastronomia da Itália para o mundo todo. Por outro lado, o objetivo do grupo baiano não é apenas a exportação simples. Todavia, o foco real é a internacionalização das marcas. Portanto, trata-se de um processo contínuo de ocupação de mercado. Além disso, o consórcio ajuda na promoção e na quebra de barreiras comerciais.
A estratégia atual mira o mercado de luxo internacional. Consequentemente, o consórcio não busca as prateleiras genéricas dos supermercados. O produto precisa estar posicionado ao lado de itens nobres, como o caviar. Ademais, a validação através de medalhas internacionais é fundamental para essa ascensão. Sendo assim, as marcas participam de degustações coletivas para aprimorar a qualidade. Finalmente, o reconhecimento externo valida todo o esforço local.
“O mundo quer produto que tenha história, que tenha verdade, que tenha cuidado, que tenha dedicação. E nós aqui da Cabruca temos tudo isso.”
— Thiago Fernandes, no Cabruca Podcast.
A Singularidade do Terroir e o Elo com a História
O território baiano possui um perfil sensorial único e definido. Ademais, essa característica tem uma ligação histórica curiosa com árvores frutíferas da Índia. Sendo assim, a presença de frutas amarelas e a leve acidez são marcas registradas. Esse perfil, portanto, diferencia o chocolate da região no cenário mundial. Além disso, o sistema Cabruca preserva a biodiversidade local há séculos. Consequentemente, o impacto ambiental positivo é um ativo valioso para o marketing global.
O sistema agroflorestal é o nosso modo de viver e construir cidades. Todavia, ele também é um modelo de resistência e sustentabilidade. As pesquisas confirmam a região como um dos locais mais diversos do mundo. Sendo assim, o convívio harmonioso com a floresta precisa ser propagado. Além disso, o cacau protege as encostas e ajuda a amenizar desastres naturais. Portanto, a preservação da mata é um compromisso ético e econômico.
O Sonho da Autonomia das Marcas
O objetivo final do consórcio é, paradoxalmente, o seu próprio fim. Sendo assim, o sucesso será medido pela autonomia das marcas consorciadas. Quando os produtores acessarem os canais de distribuição sozinhos, o trabalho estará concluído. Portanto, o foco atual é a capacitação constante dessas empresas. Além disso, a bateria de cursos fornecida equivale a uma pós-graduação. Consequentemente, a preparação técnica garante a sustentabilidade do negócio a longo prazo.
A internacionalização não deve depender de tutelas permanentes. Por outro lado, o produtor precisa aprender a navegar nos mercados externos. Nesse sentido, o conhecimento sobre ferramentas financeiras, como o hedge, é essencial. Ademais, a participação em feiras internacionais abre portas para negócios diretos. Sendo assim, a missão do consórcio é pavimentar essa estrada para o futuro. Finalmente, o chocolate baiano está pronto para conquistar o mundo.
Assista ao Episódio Completo
Quer mergulhar na estratégia de exportação da Cabruca? Deseja entender como a internacionalização fortalece o cacau de origem? Assista ao episódio completo do Cabruca Podcast:


