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A Natucoa e a Força da Liderança Feminina na Cadeia do Cacau Baiano

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O movimento do cacau de origem no Sul da Bahia consolidou-se como um pilar de transformação regional. Portanto, essa trajetória exige dedicação constante de todos os envolvidos. Sendo assim, o Cabruca Podcast recebeu Carine Assunção em seu quinto episódio. Ela é a presidente da Coopessba e a fundadora da Natucoa Chocolates. Além disso, a conversa destacou o papel vital das mulheres rurais no campo. Sendo assim, preparamos um conteúdo detalhado sobre essa história inspiradora de gestão e propósito.

Uma Trajetória Construída com Aprendizado

Carine não nasceu em famílias tradicionais do cacau. Contudo, ela desenvolveu uma conexão profunda com o fruto ao longo do tempo. Por outro lado, sua formação em administração e cooperativismo abriu caminhos fundamentais para atuar no setor. Ela assumiu a liderança na Coopessba ainda em 2012. Além disso, o desafio de ser mulher e líder no agronegócio é constante. Portanto, ela buscou dominar a técnica para conquistar respeito técnico no campo. Sendo assim, sua trajetória prova que a dedicação supera qualquer linhagem familiar.

Desde cedo, ela entendeu que o conhecimento teórico precisava de validação prática. Consequentemente, Carine passou a acompanhar os técnicos agrícolas em visitas às fazendas. Esse hábito permitiu que ela aprendesse os segredos do solo e da colheita. Ademais, essa vivência fortaleceu sua autoridade junto aos produtores rurais. Finalmente, essa base permitiu a criação de uma marca com identidade forte.

A Coopessba e o Compromisso da Natucoa

A Coopessba nasceu em 2008 para organizar a entrega de políticas públicas. Entretanto, o projeto ganhou uma identidade própria com o passar dos anos. A marca Natucoa prioriza o cacau de origem em todas as etapas da produção. O foco central é sempre valorizar a agricultura familiar da região. Além disso, a empresa atua desde a base produtiva até o consumidor final. O controle de qualidade é, portanto, essencial para o sucesso do produto. Consequentemente, cada processo garante a excelência do chocolate final.

A transição da venda de amêndoas para o chocolate exigiu paciência. No início, a produção era terceirizada para testar o mercado. Todavia, a marca logo compreendeu a importância de possuir sua própria estrutura. Sendo assim, o investimento em tecnologia própria se tornou inevitável. Esse passo foi decisivo para manter a fidelidade ao conceito original. Ademais, a pequena lojinha na sede da cooperativa serviu como laboratório de ideias.

“Eu sempre procurei aprender muito. Quando você tem conhecimento, as pessoas começam a te respeitar mais. Hoje eu consigo ir a campo junto com o técnico e ensinar o produtor a melhorar a fermentação.”

Carine Assunção, no Cabruca Podcast.

Impacto Social e o Protagonismo das Mulheres

O trabalho com mulheres rurais tornou-se um pilar inegociável da Natucoa. Atualmente, quase 300 mulheres participam desses projetos específicos na região. Nesse sentido, a cooperativa promove encontros e intercâmbios de conhecimento constantemente. Além disso, essas iniciativas geram autonomia financeira para centenas de famílias. Portanto, a Natucoa vai muito além da simples venda de chocolate. Sendo assim, o impacto social é mensurável na qualidade de vida das produtoras. Ademais, a união feminina fortalece toda a cadeia do cacau baiano.

Esses encontros não tratam apenas de produção técnica. Frequentemente, as mulheres discutem o papel social que ocupam na comunidade. Sendo assim, o projeto cria um espaço de apoio mútuo e troca. Além disso, a autoconfiança das produtoras cresce a cada ciclo de aprendizado. Portanto, a Natucoa cumpre seu dever social com excelência. Consequentemente, o projeto reflete diretamente na valorização do cacau regional.

Ciência e Qualidade no Processo Produtivo

A qualidade superior começa na análise minuciosa das amêndoas. Consequentemente, o Centro de Inovação do Cacau (CIC) é um parceiro estratégico fundamental. Sendo assim, cada lote passa por testes rigorosos de umidade e fermentação. Além disso, a equipe técnica oferece feedback constante aos produtores rurais. Portanto, o ensino da técnica correta é parte do diferencial da marca. Da mesma forma, o produtor entrega um fruto superior e recebe um valor mais justo.

A marca mantém um rigor extremo em relação aos insumos. Primeiramente, a Natucoa optou por não utilizar conservantes ou aromatizantes. Por outro lado, a aposta em ingredientes regionais enriquece a experiência sensorial. Sendo assim, o portfólio combina chocolate com frutas locais e licuri. Ademais, o público que busca produtos veganos encontrou na marca uma referência. Portanto, essa escolha comercial atende a uma demanda crescente e consciente.

Visão de Futuro e Preservação

O Sul da Bahia possui um potencial turístico gigante para o setor. A região precisa se consolidar como uma rota definitiva do chocolate. Sendo assim, a construção da nova fábrica em Ilhéus é um marco. O espaço será aberto à visitação pública para entusiastas. Portanto, os produtores poderão compartilhar suas vivências reais com os visitantes. Finalmente, o futuro aponta para uma união ainda mais forte entre as marcas baianas.

Essa expansão física permitirá aproximar ainda mais o consumidor final da origem. Ademais, a fábrica funcionará como um centro de treinamento. Sendo assim, a marca reforça seu compromisso com a educação cacaueira. Portanto, o futuro da Natucoa parece sólido e promissor. Além disso, a visão de manter a marca local e exclusiva fortalece sua essência. Consequentemente, a empresa preserva o valor afetivo de cada barra produzida.

Assista ao Episódio Completo

Quer mergulhar na história da Natucoa? Deseja entender como a liderança feminina e o cooperativismo salvam o cacau baiano? Assista ao episódio completo do Cabruca Podcast:

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